sábado, 5 de maio de 2012

mas que raio... é isto!!!!!??????

Pois é, mas que raio... é isto!!!!??????

Ter tempo para fazer o que eu desejar.... 24horas!!!!!! Bem!!!! É muito estranho, sim disse estranho!!!!!
De estar extremamente cansada para já ter dormido tudo e agora estar bem acordada e no entanto o que sinto é uma sensação de vazio.

Sinto como se tudo o que andei a fazer nestes últimos 5 anos e meio estivesse a sair e estivesse a a dar lugar ao nada... sim pois agora tenho que ocupar a minha vida com coisas de que gosto. Parece de malucos mas não é! (Quer dizer quem me conhece até deve achar isso...lol)

Ontem fui à exposição do World Press Photo com o Rui, meu grande amigo e estava a conversar sobre isso, sobre o facto de até existir a sensação sufocante de teres tempos, espaço e sem grandes condicionantes (tudo bem, não posso viajar para as Maldivas pois as minhas economias são para outra coisa...lol). Como dizia, ter espaço, tempo parece sufocante... uma espécie de agorafobia de personalidade?!... mais ou menos...

Estive a escrever uma lista com letras bem gordas a lembrar-me das coisas que eu realmente gosto e que não está dependente de companhia...

FOTOGRAFIA

LINGUAGEM INFORMÁTICA - aqui não sei bem que tipo, sei que vou gostar de aprender sobre como fazer/criar o site para a garrafeira da minha mãe e ando a brincar aos blogues para mim e para o meu pai... aqui não é preciso saber de código...eu sei!lol

COZINHAR

CORRER

IR VER O MAR E OUVIR AS ONDAS

Lista inicial que não precisa na realidade de nenhum investimento financeiro, precisa sim da minha disponibilidade e no entanto a sensação de inquietação não desaparece.

Este ano propus-me a mudar de vida e uma das minhas resoluções era paz interior.... fechar os olhos e sentir o meu coração em paz... eu em paz comigo própria....

E acham fácil???? Parece, para mim não o era!!!! E isso sim é o neste momento eu considero de mais valioso... de valor incalculável.

Bem, agora vou ter que ir às compras.... o meu secador de cabelo morreu ontem... foi uma longa vida com muitas viagens... :)







quinta-feira, 3 de maio de 2012

ficar em casa...

Bem !!!!!!!!!! Ficar em casa já está a começar a irritar.......... já dormi todo este tempo, cheguei até a fazer uma lista de tarfeas de coisas que eu achava que agora tinha tempo para fazer... mentira... dessa lista acho que só comecei a fazer uma coisa.... lol

Ficar em casa tanto tempo é realmente algo que desta forma ainda não tinha experimentado. Não estou a dizer como nas férias, eu acho que é por saber que não tenho um emprego á espera, que não tenho a escola ou universidade á espera e por os meus amigos ou estão longe ou então estão a trabalhar....

Bem!!!!!!!!! Fico a pensar naquelas pessoas que têm que ficar em casa devido a baixa... é horrivel, ficas em casa por causa de um problema fisico e acabas com um psicologico....... deprimido!!!!!!

Já vi a morada da biblioteca de oeiras.... sempre gostei de bibliotecas, o cheiro dos livros o silêncio.... acho que vou experimentar... ainda não sei se é hoje.

Pois´como disse !já está a começar a irritar! - o que sinto é como se fosse àgua a ferver numa panela.... já se vê as bolhas da água a querer ferver... mas ainda não ferve.... acho que estoua chegar no meu limite de inactividade mas ainda não estou lá.... lol

Estou dedicadissima aos jogos que estou na facebook!!!!! Eu e uma amiga Susana....lol.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Parecido... não?



Vamos abrir a cabeça para pensar diferente?
E se nós seres humanos não formos mais do que células num grande organismo em evolução? Do tipo, organismos dentro de organismos. Da mesma forma que as nossas células também são organismos dentro de nós?

Cada uma das nossas células tem um pedaço de DNA e nós somos compostos por esse DNA. Cada vez mais cientistas dizem que as células têm comportamentos que por vezes não podem ser explicados como se tivessem vontade própria... como nós?

Existem células que se viram contra o organismo causando danos como, deformações, cancro, doenças que ferem o próprio organismo onde vivem. E nós? ...também o fazemos quando maltratamos o outro, quando ferimos alguém, quando enganamos?

Temos células que nos defendem de organismo invasores... exércitos?

Temos células que nos defendem contra células que já foram nossas e que mudaram... deixaram de "pensar" e "agir" como as outras e então começa a guerra. Parecido não?

As vacinas servem para nos fornecer anti-corpos que o corpo não tinha e formar novos anti-corpos após exposição ao virus... e nós? Temos exercitos, forças especiais internacionais que trocam ensinamentos de forma a que os outros paises se possam defendem de um ataque que ainda não aconteceu...

As células conseguem dividir-se e reproduzir-se até uma certa idade e depois deixam de conseguir fazê-lo. Elas envelhecem.

Cada célula pertence a um país-orgão diferente, com a sua própria linguagem, com o seu clima, como o seu trabalho especializado.

O cérebro manda em todas as outras células... são as lideres. São em quantidade menor quando comparadas com o resto das células do corpo. E nós?

Da mesma forma que parece que nós não temos a noção que pertencemos a um todo será que a célula também o tem? Será que ela percebe que a sua acção é tão importante que sem ela o organismo fica mesmo mais pobre?

Parecido... não?

terça-feira, 1 de maio de 2012

arrumações...


Pois é, estou na fase das arrumações. Literalmente arrumações!



Desde o dia 15 de abril que estou sem emprego. Despedi-me pois já sentia que precisava de aprender outras coisas, conhecer pessoas diferentes, enfim que tinha chegado a minha hora! Não morri...lol, mas sinto que é uma nova fase da minha vida e como tal o que foi até agora não morreu mas é passada.

Faz mais ou menos 2 semanas e no entanto parece que já não estou a trabalhar à meses.... já contei isto a amigos e alguns dizem que tem haver com o facto de trabalhar muito e agora não estar a fazer nada... Sim! não estou a fazer nada.

Resumos das minhas 1ªas semanas sem emprego

2ªfeira - dormi até ás 16h
5ªfeira - dormi até ás 16h
6ªfeira - dormi até ás 16h
Sabado - dormi até ás 16h
Domingo - dormi até ás 14h
2ªfeira - dormi até ás 16h
4ªfeira - dormi até ás 16h
5ªfeira - dormi à tarde
6ªfeira - dormi até ás 15h
sábado - dormi até ás 11h
domingo - dormi até ás 16h
2ªfeira - dormi até ás 14h
hoje dia 1 de maio - 13h

Pois é, o que eu mais tenho feiro é dormir... e apercebo-me do quanto estava cansada... pode-se pensar que estive acordada até altas horas da amanhã e por isso compensei durante o dia seguinte... mas não...

Muito a menina dorme.... no entanto agora já começo a sentir uma ansia de fazer algo... de sair de casa... ir pra rua...
De minha casa vejo o mar e começo a sentir aquela vontade de sair............

De volta....

Ao final de tanto tempo aqui estou de volta para o meu diário... não no sentido literal da palavra... mas vamos lá fazendo tentantivas para manter uma certa regularidade...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A ti Amor...

Esta é a minha declaração de amor a ti...
Sou tua, fui tua e serei tua... amor.

A cada carícia, fui eu quem me entreguei, fui eu quem esteve aí e mais ninguém, sem segundas intenções, sem segundos pensamentos, tu és o meu primeiro em tudo, porque és tu agora... és tu o meu amor...

A minha entrega é total, o meu toque é absoluto, o meu extase é completo. Só tu, só tu meu amor e mais ninguém neste momento. Este momento é nosso, e o mundo pára cada vez que nos amamos, cada vez que nos olhamos e tocamos pois esta foi a última vez que tudo acontece e o sentimento é como na primeira.

Eu e tu, só eu e tu agora... nós somos o mundo, a distância entre os nossos corpos colados já é imensa... O calor do ar que sai da tua boca é suficiente para me aquecer, já não tenho forma... a cada abraço... encaixo em ti...

E tudo o que não foi tocado, beijado, acariciado sentiu o teu toque, o teu beijo, a tua carícia pois a tua presença em mim é completa. Não há palavras, não há frases, não há discursos só existimos nós e a saudade deste momento... mesmo que seja o nosso primeiro... é abissal.

A convicção é absoluta, a certeza inabalável... és tu amor, és tu... só tu...

Eu e tu, o mais importante, eu e tu somos nós, eu e tu somos o mundo, eu e tu somos tudo. As saudades são fendas que se abrem no meu peito como um sismo numa terra árida... a dor é quase insuportável... profunda.. visceral...

Tremo toda sem ti, sem a tua presença física, sem o teu toque, sem a tua pele... sem a tua pele... as minhas mãos na tua pele... sem o teu grito de prazer, sem a tua face coberta de extase...

Preciso de ti! Fica! Fica ! Aqui! Volta ! Fica! Não saias daqui! Abraça-me, abraça-me forte! Pois as saudades deste momento vêm como uma onda sobre a areia da praia, sem contemplações... nem paragens... Janeiro a Dezembro / Janeiro a Dezembro.. será sempre Janeiro a Dezembro sem ti... sem côr, sem ti, sem nós, sem eu e tu... Fica! Fica Aqui! Não soltes este abraço, não termines este beijo, não apanhes esse comboio, não entres nesse carro, não vás para casa! Fica! Fica! Pois o tempo vai parar dentro de mim! e vai DOER SEM TI... FICA! NÃO VÁS FICA! O mundo não é mais importante que nós! Nós fazemos o mundo, o nosso mundo, o nosso mundo, fica! Fica parado comigo aqui, meu amor!! Fica! Preenche este silêncio com o nosso silêncio, com o nosso olhar cúmplice. fica... por favor... imploro-te!...

Os meus dedos nos teus lábios, dentro da tua boca, na tua lingua... a suavidade da tua boca, do meu toque na tua boca, onde depois se juntam os meus lábios e em momentos a delicadeza instala-se... Não és o único a sentir isto, eu sinto pois tu és eu e eu sou tu...

Juntos, juntos de novo, sempre, agora, neste momento, tudo pára, não há tempo, espaço... só os nossos sentidos.

Eu amo-te - e é mesmo amor. Pois és só tu agora. Não me divido, não me partilho, não me resevo... sou tua!!! Estou agora nos teus braços, nua, exposta e sem medo, sem defesas... sou tua. És a minha metade da laranja, és o meu primeiro, o meu último, és tu quem esperava, quem desejava, quem pensava, quem sonhava, quem pedia, quem queria, quem sentia.

Tudo começa agora, tudo acaba agora, tudo é o já!!! Tudo é neste momento! Nesta virgula da nossa história. Tudo é tudo! Tudo é assim do jeito que está. Beija-me! Beija-me! Toca em mim, sente o meu corpo a tremer à medida que espalhas prazer com o teu toque, com as tuas mãos, os teus lábios, a tua pele, o teu contorno...

Sente-me - Sente-me e vais-te sentir pois sabes onde tocar, onde beijar, onde e quando parar e como... recomeçar. Tu conheces-me, eu não me escondo, sobre a luz da lua... sou tua, como sempre fui... grito de prazer, e desejo que não páres, nunca pois o agora é o sempre e o sempre está parado no tempo e tu és o tempo... o meu tempo.

... estou à tua espera ...
... parada no tempo ...
... à tua espera ...
... à nossa espera...

Amo-te

... Eu ...

domingo, 24 de janeiro de 2010

... no meu bloco de notas ...





A história do meu bloco de notas.

O meu bloco de notas estava cheio de folhas em branco nas quais eu poderia escrever tudo o que desejasse... sobre o que desejasse e ... sobre quem desejasse.

Começava a escrever e nunca sabia qual era o instrumento da escrita, só no final da experiência e passados anos, por vezes, é que verificava se tinha sido a caneta, a lápis, à pena... (sim eu tinha e tenho uma caneta à antiga onde se molha a ponta num tinteiro de tinta permanente... "Pelikan"...)

É como se o bloco se escrevesse automaticamente e como naquele filme "O Tesouro" com sumo de laranja ou limão se molhava a folha e as letras apareciam magicamente, o meu bloco era o oposto... eu vou vivendo, amando e chorando e à medida que isso vai acontecendo as letras vão aparecendo.

Essas letras vão dando lugar a palavras e essas palavras lentamente vão formando frases e essas frases aos poucos vão contando a minha vida da minha perspectiva nessa altura.

Pois bem, hoje descobri que em algumas páginas da minha existência eu fiz questão de escrever e achava que estava a escrever com tinta permanente e depois... transformava a escrita em lápis, depois magicamente aparecia uma borracha (apaga lápis à lisboeta) e apagava tudo o que tinha escrito.

Agora, hoje, juntei uns quantos pontos comuns na trajectória da minha vida.

Nunca achei que era sensível, até pelo contrário... eu era a fortona, a inteligente, a decidida, a ambiciosa, a independente, a rapariga que não tinha amigas mas sim amigos (... "sim porque não se pode ter uma conversa normal com elas"...) e não sou...

... não sou a fortona, a decidida, a independente ... pelo menos não daquela forma... com aquela forma de que aquilo era a minha identidade... AH! lembrei-me da mais... "o que passou, passou!" ou como se costuma dizer... "toca a andar para a frente que atrás vem gente!"... pois....

... pois é... eu sempre fui sensível, super sensível... eu sou sensível, muito sensível...

Sempre me apaixonei com muita facilidade, sempre tive os meus namoricos, aventuras e encontros e grandes amizades ou não tinha amizades. Na realidade olho para trás e eu nunca tive o meio termo...

Tudo era vivido no máximo de intensidade, desde paixões avassaladoras de 3meses a relacionamentos que se arrastavam durante anos, claro com outros à mistura.

O que olho e vejo como repetitivo eram as atitudes de extremo que tinha e ainda há bem pouco tempo tive.

Nas grandes amizades eram as zangas em que deixava de falar durante meses... tive com dois grandes amigos na altura, o Tó e o Peixoto meses sem falar... era como se fosse uma batalha. Na realidade essas zangas/discussões sobre qualquer coisa magoavam tanto que cada vez que olhava para eles era como se a dor viesse novamente então... para mim era mais fácil curtar... e quando digo curtar era mesmo tudo... telefone, objectos pessoais, Bom dia e Boa tarde, eu nem olhava... era como se eu fingisse que ali... só havia um vazio...

Nessa hora quando a dor era tanta eu achava que escrevia no tal bloco e que o fazia a lápis, passava a borracha e fingia que a página ainda estava em branco... passado um tempo olhava para ele e reparava que a folha não estava completamente lisa... aquela folha...

Chegava então A Altura! A altura em que não aguentava mais de saudades e depois lá ia eu pedir desculpas e fazer uma tentativa de aproximação. Ainda me lembro do chão do Ad-hoc de joelhos a falar o quanto ele me fazia falta... o meu grande amigo e o beijo da reconciliação...

Ao longo de toda a minha vida fui sempre fazendo isso... nunca soube lidar com a dor, com a imensa dor que sentia nessas horas, a dor da rejeição... na escola primária... no ciclo... no liceu... na faculdade... e por isso acho que virava "elitista" só me dava com quem eu queria... até ao dia em que essa pessoa me magoava e claro... como sempre fui a vítima, lá ia eu outra vez ao bloco de notas com a minha borracha e apagava todas as inscrições, e memórias...

Hoje no exercício nº4 do curso, senti esse padrão, essa vontade de apagar o que me doi.

Na realidade eu nunca aceitei a dor desses momentos e como fui sempre a vítima e os outros os culpados fui tentanto eliminá-los da minha vida na esperança de eliminar a dor.

Hoje em dia sei que o que fiz... projectei a dor... ele/ela são os responsáveis por isso, e como tal se eles não estiverem na minha vida eu não me vou lembrando disso... não vou sentir o quanto doi.

Mas a vida vai pregando rasteiras quando tentas correr num caminho acidentado, onde é suposto só caminhares e olhares a paisagem e como tal... a rasteira está-me a mostrar que...

... aquela página que apaguei e escrevi por cima, ainda continua com as marcas das frases antigas... ainda lá estão as mesmas letras que formavam as mesmas palavras... que todas juntas escreviam a mesma história... na realidade a dor continua aqui... no meu peito.

Ao não aceitar passar por ela eu não estou a aceitar o presente pois fiz exactamente o mesmo há nem uma semana atrás.

... E lá foi o número de telefone... E lá foi o contacto de e-mail... E lá foram os sms e as mensagens... E lá foi o cartão... foi tudo!... menos a dor, essa ficou cá para Hoje!... para hoje me contar uma história... a mesma história de sempre...

apercebi-me que ao não aceitar essa dor, nunca aceitei o que aconteceu... estive sempre em negação... e a pergunta era sempre a mesma - Porquê?!!!... e continuava a não chorar de ter sido assim!!!!!!

Foi assim!Foi assim! Não foi de outra forma!Foi assim! Não vai ser de outra forma!Foi assim!Sem tirar nem por uma virgula!Foi assim!Foi assim!

E até eu ir a esta dor, as vezes que forem necessárias... não será de outra forma.

A que é que esta atitude levou... levou-me a não viver o presente e porquê? porque quando doi eu não aceito essa dor, então se não aceito que foi assim... se não aceito a dor dessa realidade... eu não aceito A Realidade! Eu não aceito a Vida!

Se não choro as "más" como vou reconhecer as boas?... desta forma passo a vida com o coração fechado.

Naquele bloco nunca a escrita se manteve com uma história... nunca escrevi um capítulo diferente... o capítulo onde chorava de tristeza de ter sido assim e de ter falado com essa pessoa sobre isso... eu sempre me fechei, sempre me isolei e dessa forma... expulsei essas pessoas da minha vida...

já sinto que falo, e vou chorando alguma dor...

... e agora espero conseguir escrever o capítulo seguinte...

... sem apagar nada... sempre a relembrar... a agradecer a cada uma das pessoas que passaram na minha vida e que na realidade foram elas que escreveram...

... no meu bloco de notas...

(Aqui escrevo também as minhas desculpas por estes "apagões", por este afastamento, estou a tentar arranjar mais recursos para a minha caixinha de soluções... para viver de forma diferente... para fazer uma coisa diferente... para variar...

... para não gastar tanta tinta... lol...)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

... Nós ...





O que somos nós? Será que alguém sabe responder? Mesmo? De uma forma que se perceba, que se entenda, que se sinta…

Sempre à procura. Sempre a tentar encontar. Sempre a desejar. Sempre…. Sempre…
Sempre à procura do nós…

Do quê?? Porquê?? Para quê??

Existe alguém que saiba explicar??

Todas estas perguntas até poderiam começar a ter uma frase de resposta se o primeiro ponto já estivesse respondido… e qual é? Quem sou Eu?

Aí já faria sentido (talvez) começar a responder a todas essas questões ou então a procurar relatos de outras pessoas, já que todos nós somos diferentes e teremos a nossa própria história.

Ou será que não faz sentido o tal primeiro ponto já estar respondido pois se nós cá em baixo, na Terra, estamos acompanhados ou seja, existem biliões de pessoas é sinal que essa descoberta não se fará sozinho…

Ou será uma mistura das duas coisas… que é sempre o mais certo pois o mais dificil é sempre o equilibrar…. o famoso harmonizar.

Então neste caso teremos três tipos de pessoas:

- As que já sabem quem é o Eu e fizeram-no sozinhas
- As que já sabem quem é o Eu e fizeram-no a dois… ou seja, com o Nós
- As que não sabem quem é o Eu

… Espera!!!!... ainda há mais

- As que não sabem quem é o Eu têm um Nós e pensam que são o Nós
- As que não sabem quem é o Eu têm um Nós e sabem que não são o Nós
- As que não sabem quem é o Eu e não sabem quem é o Nós

Porra! É só variedade e decerto daqui a pouco vou-me lembrar de mais!

Para não tornar as coisas tão lineares como isso pois se nós somos levados pelo vento da Vida e as escolhas e decisões que tomamos são como a direcção que ele toma então… a qualquer altura tudo pode mudar…

Dessa forma eu posso ser todas aqueles tipos definidos acima como posso não ser nenhum (pois existirão muito mais sub-tipos que a minha cabecinha não está a atingir neste momento… lol…)

No fundo eu já fui todos eles pois de alguma forma se não os conhecesse não poderia falar deles… certo? Ou agora fui muito à frente?....

(À parte)Por falar em muito à frente… isso traz-me à memória umas conversas muito agradáveis… lol..

Lembrei-me de outro tipo!

- As que já sabem quem é o Eu e fizeram-no sozinhas e não querem o Nós!!!

Será que se pode falar em “já sabem quem é o Eu”, será que essa não é das tais descobertas que fazem sentido durante toda a Vida… que vão dar o sentido da Vida… da nossa Vida… da Minha Vida???????????........... Será?????????.........

Nós fazemos escolhas para descobrir quem é o Eu ou escolhemos pois já sabemos? Ou será que sabemos um bocadinho e depois fazemos escolhas para descobrir mais um pouco…

Se a Vida é movimento, se nada na Natureza está parado então esta descoberta vai implicar acção e acções da minha parte… vai implicar escolhas… e à medida que vão acontecendo as consequências das minhas escolhas vou descobrindo se o resultado confere ou não comigo… e aí resolvo se desejo a fazer a mesma escolha novamente ou decido que não será o melhor para mim… será isso o famoso erro que leva à aprendizagem??...

Sei que existem formas mais subtis de termos orientações, de uma forma e visão muito mais acima da nossa… e sinto também que lá em cima, na nuvem, combinamos que também iriamos experienciar novas coisas… novas escolhas… aumentar a nossa caixinha de recursos…

Pois se eu ando sempre no caminho certo como é que eu sei qual é o errado?....

Se a Vida é movimento então eu também vou exercer esse movimento…. Vou para um lado e vou para o outro… a amplitude desse movimento é que pode ser grande ou pequena… mas e se a vida me quiser levar para o lado oposto… e esse lado oposto não for o oposto ao meu caminho mais sim fizer parte dele…. Caraças!…. Estas são dúvidas que tenho…

O que desejo é conseguir fazer esse movimento caso me esteja a ser pedido… caso seja o melhor para mim… caso a Vida me coloque a escolha e eu consiga senti-la de uma forma inequívoca mesmo que isso implique só Eu saber que é assim…….. caso isso implique que naquele momento deixe de haver o Nós…

Mas como pode haver Nós se eu já tenho alguma consciência do que é o Eu e não a seguir… se não for verdadeira comigo própria então esse Nós… não existe!... ou será que existe mas numa dimensão que eu já não deveria pertencer… pois não faz mais sentido…

Esse Nós que vai ser partido por eu seguir o Eu já estava na fase final da vida dele ou agora é que realmente vai começar… ou vai recomeçar?...

Ou será que existirá o Nós com a mesma pessoa mas de uma forma diferente pois um dos Eus está diferente… será que o outro também ficará diferente…

…Eu acredito que nada fica igual… eu é que posso escolher agir exactamente da mesma forma…

Quando tinha 17 ou 18 anos (acho eu), estava apaixonadissíma, e estava nos dias de extrema melancolia em que olhava para a rua e jardim da janela do meu quarto e tudo parecia frio… sem sentido… em câmara lenta… mas de uma forma… estilo… ruas de Londres à noite sec. XIV, com muito nevoeiro, onde se ouvem os pingos da chuva e se cheira a infelicidade e pobreza de espírito no ar…. (descrição um pouco triste… lol…) escrevi um texto (ainda o hei-de publicar aqui… quando o encontrar novamente) sobre o Nós…

Falava sobre o facto de existirem dois Eus… e quando eles se juntavam deixavam de existir… passava a existir umas nova “coisa” mas que não sabia definir o que era pois não tinha qualquer semelhança com o que os Eus eram antes da fusão…

Olhando para trás sei que escrevi isso com revolta pois estava naquela fase de estamos separados mas estamos juntos…. Não namoro contigo mas é contigo que quero casar… sim!!!! Aquela era a paixão onde falava de casamento……. Lol…….. tudo tão intenso, tudo tão vivido ao extremo…. Tudo tão tragédia romântica….

Voltando à revolta, acho que nessa altura eu queria essa fusão eu iria abdicar do Eu… e por isso é que não deu resultado por isso é que nunca dá resultado…. Lol… tudo de uma forma mais inconsciente… eu procurava “O Estado”… o Êxtase!!!!.... aquele momento em que realmente deixa de existir tempo e espaço…….. os Segundos de Eternidade…..

Não será isto que todos procuramos… os famosos e maravilhosos… Segundos de Eternidade…… no Nós….

Será que a descoberta é também no Eu… os Segundos de Eternidade… sempre de uma forma diferente para depois com o Nós….. serem os verdadeiros Segundos de Eternidade……

Sinto que quanto mais vivo mais quero viver…. Sentir…. Descobrir…. Experienciar!!!!...

…… Eu e…… Nós……

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Desejos para a Vida





... desejo vida ...
... desejo emoção ...
... desejo amor ...
... desejo romance ...
... desejo paixão ...
... desejo bons beijos ... longos ...
... desejo boa música ...
... desejo "aquele" toque ...
... desejo "aquele" olhar ...
... desejo cumplicidade ...
... desejo carinho ...
... desejo que o tempo se perca na união de dois corpos ...
... desejo o sorriso da alma ...
... desejo a felicidade da alma ...
... desejo a minha luz ...
... desejo o meu caminho ...
... desejo coragem ...
... desejo sol ...
... desejo o som da chuva ...
... desejo comoção ...
... desejo tranquilidade ...
... desejo paz interior ...
... desejo sempre mais um dia ...
... desejo ser eu ...
... desejo a descoberta do eu ...
... desejo a dor do ar fresco a entrar pelas narinas a dentro ...
... desejo aprender ...
... desejo errar ...
... desejo rir ...
... desejo ser leve ...
... desejo pertencer ao ritmo da vida ...
... desejo fluir ...
... desejo o mar ...
... desejo a água ...
... desejo meditar ...
... desejo encontrar-me ...
... desejo perder-me ...
... desejo que me encontres ...
... desejo entregar-me de olhos fechados ...
... desejo entregar-me de braços abertos ...
... desejo entregar-me de coração aberto ...
... desejo chorar a dor ...
... desejo transformar a dor ...
... desejo a consciência ...
... desejo a evolução ...
... desejo o crescimento emocional ...
... desejo a minha alma ...
... desejo o melhor para mim ...
... desejo escolher ...
... desejo sentir-me amada ...
... desejo sentir-me sexy ...
... desejo sentir-me sensual ...
... desejo o charme ...
... desejo ser mulher ...
... desejo um bom vinho ...
... desejo uma lareira ...
... desejo uma boa companhia ...
... desejo desejar ...
... desejo-te ...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Similar




Lá estava ela a olhar para aquele rapaz com desdém, não sabia porquê mas todas as suas expressões eram tão conhecidas e claro sempre a pensar que tinha que ignorar.

A vida prega partidas e como chuva que bate sempre na mesma pedra e começa a desfazê-la lentamente, era assim a presença dele na vida dela.

Ela bem queria que as aparições fossem menores para a sua cabeça não começar logo a trabalhar como uma locomutiva que queima carvão ao ritmo de uma avalanche...

O sorriso fácil começa a ganhar piada e a boa disposição começa a ganhar espaço e ela cheia de resistência começa a tentar baixar as defesas mas entra em morte cerebral... só sai mer#@&...

"Sim, só tenho jeito com quem já conheço!" - pensa ela.

Até lá é sempre uma batalha e o sentimento de exposição é tão grande que paralisa. Antigamente usava o humor e de forma indecente para ganhar espaço... acabava por ficar exposta e de uma forma tão má pois as pessoas não a viam como ela era mas como ela se mostrava ser.

Para manter essa máscara ficava em situações agressivas pois a energia que usava para se "impor", "ganhar raizes" era tão fora dela que a agressividade que recebia era de tal ordem que para "sobreviver" reagia... logo não parava a escalada de violência que ela se sujeitava e exercia...

Passar por esta nova experiência de não ter nada que dizer... ou melhor não conseguir dizer absolutamente nada. A rejeição que sente é tão grande, completamente desenquadrada no ambiente.

O assustador nesta história não é ela estar a passar por isso mas sim aperceber-se que SEMPRE sentiu isso e que andou a adiar... adiar... adiar... o enfrentar do que lhe provoca dor.

O de sentir que não pertence aqui. O vazio imenso dentro dela.

Ao ver aquele rapaz ela sente exactamente o mesmo que sentiu com a sua primeira paixão, toda a insegurança a vir ao de cima.

Agora ela sabe disso e promete a si própria que vai tentar não mostrar o que não é e que vai tentar passar pelo desconforto que ela sente.

Não conseguir entregar-se ao desconhecido, não conseguir dar o mergulho de olhos fechados e de coração aberto... estando sensível a todas as sensações, a todos os toques, a todos os beijos...

Estar sensível a ela, e entregar-se pela primeira vez... realmente... entregar-se à Vida.

Ao vê-lo, a dor vem toda ao de cima e o coração fica apertado e no fundo ela recorda-se que ainda não fez o que a sua Alma desde sempre lhe pediu... "-Experimenta... não penses... se for para chorar chora!... mas depois no fim, no final de toda essa libertação... ao ver-me vais sentir o quanto cresceste em luz com tudo isso. O quanto estou orgulhosa de ti por te fragilizares pois só assim é que chegas cada vez mais perto de mim."

Neste momento, o que ela vai fazer... eu não sei... e desejo que ela também não.

Desta forma ela vai tentar aprender alguma coisa diferente pois vai tentar agir de forma diferente... desta vez em conformidade com o que ela sente. E isso sim é algo muito diferente do que ela não realidade fazia.

Quanto a ele e ela, vou ficar atenta a todas a suas movimentações e desejando sempre o que é melhor para ela. Que cada nova experiência seja optimizada e que se traduza numa nova aprendizagem.


... Eu ...

domingo, 1 de novembro de 2009

mergulho nº8 / 2 01nov09





Hoje fui mergulhar também para a baleeira de fora.

Comeci o André e o Rui Nunes, instrutores também da TopSub. O André é brasileiro, simpático e também me deu umas dicas sobre o fato de mergulho. Realmente é uma questão pessoal pois ele estava a usar um fato húmido 7mm e disse que não havia nada melhor...

Tenho que perguntar à minha essência o que ela deseja pois os outros têm uns zippers que são mto funcionais mas ter frio também é chunga...

Os meus buddies foram o Hector (como no filme Troia) e o Ricardo, para o Hector era o mergulho vinte e tal e para o Ricardo era o primeiro certificado... foi muito fixe, foram bons buddies.

Eramos muitos a mergulhar e fomos (tentamos ir em formação) 1, 3, 2, 2 sim mmo muita gente... realmente não se consegue estar atenta a toda a gente e como a visibilidade era praí de 4,5 metros eles deixaram de nos ver e no caminho de volta não viemos em formação.

É engraçado como a realidade funciona... o briefing foi fixe, falou-se de tudo... não posso esquecer... fala-se sempre de tudo...

Hoje correu mto melhor o vestir o fato, ele estava seco e deslizei bem, penso que também tem haver o facto de estar mais magra e este facto ser diferente dos do curso.

Quanto ao mergulho as horas de ínicio e final ainda são um problema pois não tenho o meu computador de mergulho, como ao alugar o material para a sáida o profundímetro vem junto, o que é mmo necessário é depois comprar uma bússula.

Vi um polvo gigante debaixo de uma rocha, e 2 polvos super camuflados o último só consegui ver que era um polvo porque estava a respirar... fantástico... tenho que comprar o livro para depois saber onde procurá-los com mais atenção!!

Fui com 4kg de lastro e acho que a minha flutuabilidade não esteve má... senti hoje pela primeira vez a corrente... muito engraçado a forma com vamos quase sem esforço.

Tenho que aprender mais sobre corrente e como ela funciona...

Vi também uma estrela do mar vermelha e 2 chocos, desta vez mais pequenos que no mergulho do curso, muito camuflados tb...

Vários peixinhos que ainda não sei os nomes... tenho mesmo que comprar o livro sobre a vida marinha desta zona...

Claro que amei, amei, amei... mesmo que fosse só para ver o deserto como diz o Fernando... o importante é estar... debaixo de água... a respirar!!!!

Amei, Amei, Amei...

sábado, 31 de outubro de 2009

Assumir Responsabilidades





Pois é, cada dia que passa mais perto estou de assumir mais responsabilidades. Sim, é verdade tenho medo.

Olho para o meu passado e apercebo-me que um dos vários motivos pelos quais não comecei a trabalhar mais cedo era pelo medo de assumir responsabilidades... parece uma contradição mas não é.

Era como se o medo fosse tão grande que nem começava... nem tentava... e acomodava-me a vida que ia levando pois criar algo de novo, não acontecia...

Compreendo os meus irmãos pois sinto o que eles sentem e não vale a pena gritar e gritar para que eles sejam isto ou aquilo... nem eles sabem quem são...

Agora estou a entrar numa outra fase de responsabilização da minha vida... já senti que tenho que assumir mais de metade da prestação da casa. Os meus pais.... os meus pais estão sempre a fazer alguma coisa por nós... sempre! Não dá para descrever o que eles fazem e tentam fazer baseados nas suas convicções para nos ajudar...

Neste momento pagam-me as portagens, tudo que é relacionado com a burocracia do carro (Novo) e a casa.

Cada vez mais chega a hora de me ir tornando mais independente um bocadinho... para mim é assustador e ao mesmo tempo anseio verdadeiramente...

Gostava de poder dar aos meus pais... verdadeiramente...

Sinto que a vida cuidará de mim, e sinto essa necessidade de dar mais um passinho...

Esta sou eu também...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

... com que olhos eu vi a paixão ...





Descobrir que o motivo principal pelo qual me apaixono... não a parte da atracção e desejo, não a parte da cumplicidade imediata e daquele iman que sempre me fez ir atrás de algo que eu achava que era mais forte do que eu.

Segurança? Sim, mas muito além da segurança material. Sensação de segurança! Alguém com personalidade, com sentido de humor e com aquele porte inconsciente de que me iria proteger caso alguém me fizesse mal. Sim! A famosa personagem parental, que é verdade.

Em criança tantos momentos vivi onde só me apetecia gritar "- PAI!" para me sentir protegida, e que ele viria do nada e me iria segurar, agarrar e com aquela voz grossa e firme onde só dá para sentir o seu amor por mim perguntaria "- Quem te fez mal minha filha?"

Essa carência que transportamos durante toda a nossa vida... essa carência fica cá dentro eternamente... e todas as oportunidades que temos parece que de alguma forma desperdiçamos pois não estamos em contacto com o realmente nos faz ter mais inclinação para uma ou outra coisa.

Quando olhamos para alguém que por vários motivos está neste momento na nossa vida... é pelos olhos daquela criança que ainda está a chamar pelo pai, à espera que ele apareça e a salve de situações em que às vezes ela equaciona se foi culpa dela...

... Não estamos à espera do cavaleiro num cavalo branco mas sim do verdadeiro Pai... e de todo o seu amor...

Admitir isso é admitir essa dor dentro de mim... que é verdade...

... descobrir que procuro alguém que eu acho que me vai proteger, que me vai compreender, que vai ser meu amigo, e que o seu abraço transmita a sensação de que sou a pessoa mais importante do mundo... que ele vai estar lá para mim...

... isso não existe... por isso é que o nosso Pai "falhou", não esteve lá em todos esses momentos de grande "desprotecção", não percebeu que estavamos magoadas, feridas, à procura daquela palavra que enquadrasse tudo o que estava a acontecer connosco e desse o seu conselho... sábio...

Questão: Porque é que isso não existe?

Porque o nosso Pai... é humano. Sim é humano, e acima de tudo é só UM! Quantas crianças desprotegidas existem dentro de nós... milhares.... SIM... MILHARES! Um Pai de cá de baixo não dá conta de tanto colinho e palavras de reconforto e responsabilidade... é preciso algo maior, mais forte...

... que faça enquadrar tudo, e que vá apaziguando todas essas dores... para que os olhos que observam aquela pessoa que está à nossa frente... sejam os meus olhos...

... sejam os olhos da minha Alma...


... Eu ...


13 Outubro 09... casota

domingo, 11 de outubro de 2009

... não percebo ... o que será que aconteceu...




"-Não percebo! Porque é que ele está a agir assim, o que aconteceu?..." tenta ela perceber para não ir de encontro à dor que sente no peito.

"-Sou eu outra vez, já disse ou fiz algo de errado, será que pareço uma cola, para tar a levar com este tratamento de gelo..." tenta novamente arranjar uma explicação quando todos nós sabemos... não há explicação possível...

A dor que todos já sentimos e tentamos abafar de alguma forma, já vem desde a infância quando as nossas amigas preferiram outras coleguinhas para brincar e deixaram de "gostar de nós".

A dor que se sente como um ínicio de ataque cardíaco, que invade o peito de tal forma que até o respirar é doloroso... sim! é assim que ela se sente... mais uma vez...

Sem perceber o que se passa entrega-se ao choro, para que a dor lentamente diminuia e que as imagens que são desde sempre, comecem a ficar mais claras e por fim desapareçam suavemente... ficando um pouco mais pacíficada interiormente...

Desde sempre, desde sempre, desde que se lembra... ela já cá estava... e de vez em quando é reanimada do nada... vai dos 0 aos 100 em menos de um segundo... sim aquela dor que passamos a vida a tentar abafar e que a vida não deixa e faz questão de nos mostrar o quanto nos enganamos.

O problema não é ele, não foi o outro e não será o próximo... o problema é ela...

Qual é o único ponto comum em todas as histórias que ela conta às amigas... dificil?... ela!

Não consegue colocar-se em causa e tentar investigar, rever o que se passa com ela para ter tanta necessidade daquela atenção... o que é que lhe falta? onde poderá buscar isso? o porquê dessa obcessão? onde começou? o que é que ela quer tapar com essa atenção dele? a quem é que ela tenta enganar?...

No entanto se ouvirmos as conversas dela:
"- Ele disse até amanhã de uma forma especial... parecia mágico... Ai..."

Só apetece dizer ACORDA!!! Ele falou normal, e disse "Até amanhã" pois já não queria estar mais HOJE contigo... será que dá para perceber ou só com desenhos...

Algumas vezes parece que é só com porrada, pois é tal a resistência que só uma bofetada a faz voltar para a realidade.

Acham que ela aprendeu alguma coisa? Talvez sim, talvez não... mas só para ter a certeza é só ouvir novamente a conversa com as amigas...

"-Agora é que vai ser. Este é diferente! É tão fofo, ele tocou-me na mão e quando eu tive medo ele estava lá... E o sorriso, já falei dele? Não? E as mãos... tão lindas, esculpidas de forma perfeita... e os braços? Tão fortes... vão agarrar-me e segurar tão firmemente... até faltar o ar!!!! Aí, acho que estou apaixonada"

I rest my case...

... Eu ...


11 Outubro 09 ... casota

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

... o que nos define como ... papeis ao vento...



... o que nos define como ... eu... ?


... se começar a pensar seriamente nisso, todas as características que eu arranjo para me definir não surgiram de mim ... foram-me atribuídas a dada altura da minha vida por alguém...


... agora devem estar a pensar "Não e tal, eu? eu sou... inteligente ou burro ou politicamente correcto é não tão favorecido cognitivamente." Certo?... Errado... eu não me atribuí essa definição. Alguém me colocou um post-it algures na minha energia, na minha pessoa e eu, a partir desse momento passei a ser... inteligente ou burro ou politicamente correcto... não tão favorecido cognitivamente...


... eu sou... boa trabalhora... sou? regulo-me por que padrões? quem é que me definiu a primeira vez como boa trabalhadora? e se sou boa, então alguém é má, certo? então eu já entrei em alguma tabela de bons ou maus trabalhadores... mais um post-it...


... eu sou... a filha da minha mãe, do meu pai... irmã dos meus irmãos... sobrinha dos meus tios e tias.. neta dos meus avós... amiga dos meus amigos... aqui já vão mais 7 post-its... e se a família for cigana... ui ui... já vai mais um bloco colado...





... agora vem a parte melhor... (é o que eu estou a vivenciar... a sentir... pelo menos a tentar...) tirando todos este post-its que nós deixamos colar... o que fica?..

... Alguém sabe? Does anybody know? Who?...


... Pois é será que queremos ficar no vazio... sentir a tristeza que a nossa alma sente por ter estado tanta coisa colada em cima dela que quase não dava para respirar... que DOR!


... Esta primeira DOR continua pois depois do abafo vem a parte de arrancar todos os post-its... todos os títulos que temos associados à nossa pessoa... que nos define... só perante os OUTROS... que não descreve minimamente quem somos... quem é o EU... o Eu não pode ser definido... só pode ser sentido... talvez a parte mais dolorosa seja que, SÓ NÓS é que o vamos sentir... e a caminhada solitária começa verdadeiramente ...


... pensava que ir morar para longe dos pais é que era... que ir sozinha ao médico é que era...

... que morar sozinha é que era... longe da família, dos amigos, de tudo o que já conhecia é que era... e... Não era...


... a longa caminhada é aquela que sentimos que temos que fazer e vamos fazê-la... e mais! ninguém nos vai apoiar... a não ser a nossa alma... a calma e tranquilidade... com a convicção absoluta de que é o melhor para MIM... e aí já nem os post-its que entretanto deslocamos e que ainda pairam ao vento conseguirão arranjar sitio... serão só isso... papeis ao vento...


... Eu ...


29 setembro 09... casota...

Vou viver ... (anónimo)

Vou viver, até quando eu não sei,
pouco me importa o que serei,
quero é viver...

amanhã, espero sempre um amanhã,
e acredito que sera, mais um prazer...


não quero viver olhando para trás pensando no que gostava de ter feito e
não fiz, ou então arrepender-me de algumas coisas menos boas que
fiz....

prefiro viver o dia de hoje intensamente e projectar o meu futuro
próximo, e ver o meu passado como uma grande experiência que vivi e
que guardarei para sempre no meu coração.

experiências boas ou menos boas, não deixam de ser experiências
vividas...as experiências menos boas só servem para
aprender, enquanto que as boas serão sempre recordadas
com um enorme sorriso...

Porque a vida é apenas um conjunto de experiências
!!!:::QUERO VIVER:::!!

resgatada a ... 17 ou 18 Setembro 09... trabalho...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

o ínicio... não tão ínicio...

... pois é ... este é o meu primeiro dia e vou tentar que realmente seja o primeiro ....

os teste vão ser muitos e nada vai estar perfeito... ou seja, vai estar exactamente como quero...

16 setembro 09... casota...